NeoExoma Mosaico: exoma para revelar o que passa despercebido
Sequenciamento do exoma nuclear com profundidade média acima de 300x e confirmação acima de 2000x — para casos em que a alteração genética pode estar presente em apenas parte das células.
O que é o NeoExoma Mosaico?
É um exame que analisa as regiões codificantes do exoma nuclear com profundidade elevada, para investigar variantes germinativas e variantes em mosaicismo. Ele é pensado para quadros em que os sinais são segmentares, assimétricos, restritos a um tecido ou não explicados por um exoma convencional.
Profundidade acima de 300x
Muito acima de um exoma convencional, o que permite identificar variantes presentes em uma fração das células.
Confirmação acima de 2000x
Variantes candidatas com frequência alélica acima de 5% seguem para confirmação por PCR e ressequenciamento.
Foco no exoma nuclear
Análise das regiões codificantes nucleares relacionadas ao fenótipo, com foco em SNVs e pequenos indels.
Por que a profundidade importa no mosaicismo
No mosaicismo, uma variante genética não está em todas as células — ela surge após a concepção e está presente apenas em uma parte delas. Quanto menor essa fração, mais difícil é detectá-la.
Um exoma convencional pode não ter profundidade suficiente para distinguir uma variante em mosaico de um ruído técnico. Ao ler cada região do exoma acima de 300x — e confirmar candidatas acima de 2000x — o NeoExoma Mosaico ganha a sensibilidade necessária para essas variantes de baixa frequência.
A sensibilidade também depende da amostra. Quando o mosaicismo é restrito a pele, vaso, osso, cérebro ou outro tecido, a amostra clinicamente afetada pode ser mais informativa do que sangue ou saliva, quando houver indicação e possibilidade de coleta.
Ficha técnica
- PlataformaNGS
- Profundidade média>300x
- Confirmação (VAF >5%)>2000x
- ReferênciaGRCh38/hg38
- ClassificaçãoACMG · ClinGen
O que o exame detecta
SNVs e indels
Variantes de nucleotídeo único e pequenas inserções/deleções de até 20 pb.
Variantes em mosaico
Candidatas em genes relevantes são encaminhadas para confirmação específica.
Exoma nuclear
Alta profundidade nas regiões codificantes nucleares avaliáveis.
Confirmação
Candidatas relevantes são confirmadas por PCR e ressequenciamento.
Este método apresenta limitações para avaliar regiões não-codificantes (intrônicas, promotoras, reguladoras), pseudogenes, sequências de alta homologia e regiões repetitivas. Não é a metodologia de escolha para expansões de polinucleotídeos, inversões ou translocações. CNVs e genoma mitocondrial não fazem parte da análise padrão do NeoExoma Mosaico.
Quando o NeoExoma Mosaico faz mais sentido?
O exame é mais útil quando a hipótese clínica sugere uma variante pós-zigótica: uma alteração que surgiu depois da fecundação e pode aparecer em baixa proporção ou somente em alguns tecidos.
Sinais segmentares ou assimétricos
Diferença de tamanho entre membros, macrodactilia, crescimento focal, lesões lineares ou manchas em padrão de mosaico.
Sobrecrescimento e malformações vasculares
Suspeita de PROS/PIK3CA, malformações venosas, linfáticas, capilares ou quadros mistos com crescimento localizado.
Neurologia e epilepsia
Malformações corticais, hemimegalencefalia, polimicrogiria, epilepsia focal refratária ou neurodesenvolvimento com achados assimétricos.
Síndromes neurocutâneas
Esclerose tuberosa com teste prévio negativo, formas segmentares de doenças mendelianas ou lesões cutâneas com achados neurológicos.
Quadros endócrino-esqueléticos
Suspeita de displasia fibrosa/McCune-Albright, lesões ósseas focais, puberdade precoce ou manchas café-com-leite segmentares.
Exoma inconclusivo ou variante de novo
Reinvestigação de baixa frequência alélica ou avaliação de mosaicismo parental detectável quando há impacto em aconselhamento genético.
Para pacientes
Pense em mosaicismo quando a manifestação não aparece no corpo todo: uma área cresce mais, uma mancha segue linhas na pele, uma malformação vascular é localizada ou uma alteração neurológica parece focal.
Para médicos
A hipótese, o tecido afetado e o VAF esperado importam. Sangue ou saliva podem ser adequados em alguns contextos, mas quadros tecido-restritos podem exigir discussão prévia sobre material alternativo.
A lista é orientativa e não substitui avaliação médica. Um resultado negativo em sangue ou saliva não exclui mosaicismo quando a variante está restrita ao tecido afetado.
Como funciona
Do agendamento à confirmação das variantes candidatas.
Agendamento
Online ou por WhatsApp, com requisição médica.
Amostra orientada pelo caso
Sangue, saliva ou discussão de tecido afetado, conforme a hipótese clínica.
Sequenciamento >300x
Exoma nuclear em alta profundidade.
Confirmação >2000x
Candidatas relevantes validadas por PCR e ressequenciamento.
Resultado
Laudo com classificação ACMG e interpretação clínica.
Dúvidas frequentes
É quando uma variante genética está presente apenas em uma parte das células do corpo, por surgir após a concepção. Como a variante não está em todas as células, sua fração alélica é menor e exige maior profundidade de leitura para ser detectada com confiança.
O NeoExoma Mosaico usa profundidade média acima de 300x — muito superior à de um exoma padrão — e um protocolo de confirmação acima de 2000x para variantes com frequência alélica acima de 5%. Isso aumenta a sensibilidade para variantes de baixa frequência e em mosaico.
Quadros de sobrecrescimento segmentar, malformações vasculares ou linfáticas, epilepsia focal com malformação cortical, hemimegalencefalia, síndromes neurocutâneas, displasia fibrosa/McCune-Albright e investigação de mosaicismo parental são exemplos em que a hipótese de mosaicismo pode mudar a estratégia genética.
Depende da hipótese. Sangue ou saliva podem ser suficientes quando a variante também está presente nesses tecidos. Em quadros localizados, como pele, vaso, osso ou tecido neurológico, a amostra afetada pode aumentar a chance de detecção quando sua coleta for clinicamente indicada e viável.
Não necessariamente. A variante pode estar abaixo do limite de detecção, fora das regiões analisadas pelo exoma ou ausente na amostra testada. Por isso, o resultado precisa ser interpretado junto ao fenótipo, ao tecido analisado e à suspeita clínica.
CNVs não fazem parte da análise padrão do NeoExoma Mosaico. O exame também não é a metodologia de escolha para expansões de polinucleotídeos, inversões, translocações ou regiões não-codificantes. Para essas alterações, considere o NeoGenoma Híbrido. Veja o comparativo de exames.
Sim. É necessária requisição clínica emitida por médico, com a suspeita diagnóstica ou hipótese clínica, para orientar a análise, a escolha da amostra e a interpretação dos resultados.
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