A medicina preventiva está entrando em uma nova era. Hoje, a NeoGenomica anuncia o lançamento do CardioRisk, o primeiro teste disponível no Brasil a integrar informações genéticas e avaliação clínica tradicional para identificar precocemente o risco de doenças cardiovasculares.
O exame combina um Escore de Risco Poligênico (PRS) baseado em mais de 1 milhão de marcadores genéticos com o tradicional QRISK3, um dos modelos clínicos mais utilizados internacionalmente para avaliação do risco cardiovascular.
O resultado é uma abordagem inovadora e mais precisa para identificar indivíduos com maior probabilidade de desenvolver eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
O futuro da prevenção é integrar genética e clínica
Durante décadas, a avaliação do risco cardiovascular foi baseada principalmente em fatores clínicos como:
- Idade;
- Pressão arterial;
- Colesterol;
- Diabetes;
- Tabagismo;
- Histórico familiar.
Esses fatores continuam sendo fundamentais, mas a genética adiciona uma nova dimensão à avaliação de risco.
Os Escores de Risco Poligênico analisam milhares de variantes distribuídas ao longo do genoma para estimar a predisposição genética individual ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Quando combinados aos fatores clínicos tradicionais, permitem uma estratificação de risco mais precisa e personalizada.
Evidência científica robusta
A metodologia utilizada pelo CardioRisk foi validada em um grande estudo prospectivo publicado no European Heart Journal.
O estudo avaliou mais de 40 mil participantes do sistema público de saúde do Reino Unido (NHS) e demonstrou que a integração entre genética e avaliação clínica melhora significativamente a identificação precoce de indivíduos com alto risco cardiovascular.
Principais resultados
População geral (40 a 74 anos)
Utilizando apenas métodos clínicos tradicionais:
- Identificação de 61,5% dos indivíduos de alto risco.
Com a combinação entre genética e QRISK:
- Identificação de 68,7% dos indivíduos de alto risco.
Resultado:
- Aumento relativo de 11,7% na identificação precoce de pessoas com alto risco cardiovascular.
Adultos mais jovens (40 a 54 anos)
Foi nesse grupo que o impacto da genética se mostrou ainda mais relevante.
Com métodos tradicionais:
- Identificação de 26,0% dos indivíduos de alto risco.
Com a integração entre genética e QRISK:
- Identificação de 38,4% dos indivíduos de alto risco.
Resultado:
- Aumento relativo de 47,7% na identificação precoce de indivíduos com risco aumentado.
Esses dados demonstram o potencial da genética para identificar pessoas em risco antes do aparecimento de manifestações clínicas importantes.
Por que identificar o risco mais cedo faz diferença?
A principal vantagem da estratificação precoce é permitir intervenções preventivas antes do surgimento da doença.
Pacientes identificados como de maior risco podem se beneficiar de estratégias como:
- Mudanças no estilo de vida;
- Controle mais rigoroso de colesterol e pressão arterial;
- Monitoramento clínico individualizado;
- Uso de medicamentos preventivos quando indicado, incluindo estatinas.
A prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz para reduzir a mortalidade cardiovascular.
CardioRisk: prevenção personalizada baseada em ciência
O lançamento do CardioRisk representa um importante passo na incorporação da medicina genômica à prática clínica brasileira.
Ao integrar informações genéticas e clínicas em um único modelo de avaliação, o exame oferece uma visão mais completa do risco cardiovascular individual e permite uma abordagem verdadeiramente personalizada da prevenção.
Acreditamos que o futuro da medicina preventiva está na combinação entre o conhecimento clínico acumulado ao longo de décadas e o poder das informações genéticas para antecipar riscos e orientar decisões de saúde.
Saiba mais
📞 NeoGenomica: 0800 800 420
Referência
Samani NJ, Beeston E, Greengrass C, et al. Polygenic risk score adds to a clinical risk score in the prediction of cardiovascular disease in a clinical setting. European Heart Journal. 2024;45(34):3152-3162.
DOI: 10.1093/eurheartj/ehae342