SNVs e indels
Variantes anotadas com o transcrito MANE, frequências populacionais, preditores calibrados como REVEL, AlphaMissense e SpliceAI, e as classificações do ClinVar.
Software NeoGenomica
Plataforma desenvolvida pela NeoGenomica para analisar as variantes de exomas, genomas e painéis. Reúne as evidências de cada variante, mostra a classificação critério a critério e registra a revisão de um segundo profissional antes do laudo.
Escopo da análise
O analista revisa sequência, estrutura e regiões de difícil leitura no mesmo caso, sem alternar entre sistemas diferentes.
Variantes anotadas com o transcrito MANE, frequências populacionais, preditores calibrados como REVEL, AlphaMissense e SpliceAI, e as classificações do ClinVar.
Chamadas de diferentes algoritmos, dosagem do ClinGen, evidência por éxon e classificação ACMG/ClinGen para CNVs. No genoma híbrido, as leituras longas aparecem na revisão.
Heteroplasmia e bases específicas do genoma mitocondrial, além de um fluxo próprio para genes com duplicações segmentares, como o PMS2.
As classes de variantes avaliadas em cada caso dependem do exame solicitado e da tecnologia de sequenciamento.
Fluxo de análise
Cada caso percorre as mesmas etapas, com as decisões registradas pela equipe.
Amostra, exame, painel e dados clínicos chegam do sistema do laboratório, sem redigitação.
Cada variante recebe frequências, predições e evidências clínicas, com a versão de cada base registrada.
O analista filtra, prioriza e classifica as variantes conforme as diretrizes ACMG/AMP e ClinGen.
Um segundo profissional revisa as variantes selecionadas antes do envio ao laudo.
O laudo é emitido no NeoReport, e as VUS reportadas passam a ser acompanhadas pelo Infinity VUS.
Classificação ACMG
O NeoVar não entrega apenas uma classe. Ele mostra quais evidências sustentam a sugestão, de onde vieram e o que ainda falta.
A mesma variante é avaliada separadamente para cada doença, modo de herança e mecanismo associados ao gene.
Os 28 critérios ACMG/AMP aparecem com a fonte consultada, inclusive quando a evidência disponível ainda é insuficiente.
Quando um painel de especialistas do ClinGen publicou regras próprias para o gene, essas regras são aplicadas.
A classificação final é sempre definida por um especialista. Evidências levantadas por ferramentas automáticas, inclusive de inteligência artificial, só contam depois de verificadas.
PVS1
Variante de perda de função em gene com esse mecanismo
Atendido
PM2
Ausente ou muito rara no gnomAD e no ABraOM
Atendido como suporte
PS3
Estudos funcionais publicados
Evidência insuficiente
BS1
Frequência acima do esperado para a doença
Não atendido
Sugestão: provavelmente patogênica, para revisão do especialista
Dados da população
Bases internacionais nem sempre representam a diversidade genética do Brasil. O NeoVar soma a elas dados brasileiros.
Além do gnomAD, as regras de frequência consideram o ABraOM, base de variantes da população brasileira.
A frequência de cada variante e de cada CNV nos exames já analisados pela NeoGenomica ajuda a reconhecer achados recorrentes e possíveis artefatos técnicos.
Os sinais clínicos descritos no pedido médico são convertidos em termos HPO e conferidos com a ontologia oficial antes de orientar a análise.
Revisão em dupla
O fluxo do NeoVar separa quem analisa de quem finaliza. Por padrão, quem analisou um caso não pode finalizá-lo sozinho.
Quando dois analistas trabalham no mesmo caso, as escolhas de cada um ficam ocultas para o outro até a conclusão.
As seleções são comparadas variante a variante, e a concordância entre os analistas fica registrada.
O envio do caso para o laudo exige um profissional diferente de quem fez a análise.
No NeoReport, o laudo é revisado e liberado manualmente por um especialista responsável.
Desempenho técnico
As métricas avaliam o pipeline de bioinformática que alimenta o NeoVar, comparado à referência do Genome in a Bottle (GIAB) para a amostra HG002. Elas mostram o ganho da leitura longa na detecção de variantes estruturais.
| Métrica | Genoma de leitura curta | Híbrido com cerca de 10× de leitura longa | Híbrido com 20× de leitura longa |
|---|---|---|---|
| Variantes estruturais detectadas (sensibilidade) | 21% | 67% | 74% |
| Chamadas confirmadas na referência (precisão) | 78% | 86% | 86% |
| Sensibilidade em genes médicos difíceis (CMRG) | 29% | 66% | 76% |
Avaliação interna em uma única amostra de referência (HG002), realizada em maio de 2026, sem revisão por pares. Referência GIAB v5.0q com 28.145 variantes estruturais de 50 pares de bases ou mais, comparação com Truvari v5.4 e apenas chamadas aprovadas nos filtros. CMRG: 216 variantes estruturais em genes clinicamente relevantes de difícil sequenciamento. Todas as configurações usam cerca de 30× de leitura curta; a leitura longa é PacBio HiFi. O desempenho em cada paciente depende da amostra, da cobertura e da região analisada.
NeoReport
A classificação definida no NeoVar chega ao NeoReport como dado estruturado. O laudo é redigido, revisado e liberado por um especialista.
Trecho real do ambiente demonstrativo do NeoReport, recortado sem dados pessoais.
Acompanhamento após o laudo
No NeoGenoma e no NeoExoma, o Infinity Genes reanalisa todo mês os exomas e genomas negativos e cruza cada nova associação gene-doença do OMIM incorporada pela equipe com as variantes raras armazenadas, sem nova coleta e sem custo adicional. Achados confirmados pela equipe são comunicados ao médico solicitante.
Todos os exames da NeoGenomica incluem o Infinity VUS para acompanhar as variantes de significado incerto reportadas. Quando uma reclassificação relevante é confirmada após revisão especializada, o médico é comunicado e o laudo pode ser atualizado.
Ver como funciona o acompanhamentoDúvidas frequentes
Não. Recursos automáticos organizam evidências e sugerem prioridades para revisão. A classificação das variantes, a conclusão do caso e a liberação do laudo são feitas por especialistas.
Exomas, genomas e painéis de sequenciamento realizados pela NeoGenomica, incluindo painéis oncológicos somáticos, são analisados no NeoVar conforme o fluxo de cada exame.
Cada caso registra as versões das bases consultadas, como ClinVar, OMIM, ClinGen, HPO e PanelApp. Assim, a classificação pode ser revista à luz da evidência disponível na data da análise.
Não. A página de casos solucionados mostra apenas gene, variante e, quando disponíveis, termos HPO, sem nome, idade, sexo, número do exame ou outros identificadores.
Sim. Projetos de pesquisa podem incluir análise e priorização de variantes com o NeoVar, conforme o escopo aprovado.
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